quarta-feira, 23 de maio de 2012

quanto vale ou é por quilo?


quanto vale ou é por quilo?

Quanto vale ou é por quilo?” – o autor Sérgio Bianchi, nos convida a crítica e a politização dos usos e abusos que políticos e mercenários fazem das “minorias” e das tecnologias para explorarem o lucro. O autor desenha a narrativa alternando imagens que simulam acontecimentos do período da escravidão no século XVIII com imagem da contemporaneidade onde negros, pobres e favelados são escravizados pela falta de políticas públicas, onde projetos corruptos engordam as estatísticas governamentais e não alteram, de fato e de direito a mobilidade social e econômica das minorias.
O filme apesar de centrar na discussão “dos dominantes versus dominados” investe também em cenas que valorizam os praticantes e suas táticas na tensa disputa do cotidiano. Um das partes que mais chamaram nossa atenção para a discussão dos usos e abusos das tecnologias digitais na sociedade passa-se  no contexto de uma Ong que leva para comunidades do Estado do Rio de Janeiro, computadores defasados, sem conexão a rede internet e sem projeto  social de inclusão cibercultural. A narrativa denuncia Ongs – organizações não governamentais -  oportunistas , que muitas vezes, preenchem a ausência do Estado, e tenciona como, muitas vezes, os computadores chegam nas práticas sociais apenas como um argumento de venda, modismo ou um meio para pseudo inclusão digital. Por inclusão digital entendemos todos os processos que viabilizam não só o acesso as mídias digitais em rede, como também e, sobretudo, os usos que os praticantes fazem destas para  a potencialização de autorias e o exercício da cidadania na Cibercutura e na Sociedade em Rede (Castells).
Edméa Santos
O filme foi exibido em nosso cineclub, às 15h, na sala 12.027B, na Faculdade de Educação – UERJ.

Ficha técnica
Título original: Quanto Vale ou é por Quilo?
Gênero: Drama
Tempo: 110min
Distribuidora: Riofilme

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